Em matéria do que se chamou "Acordo Ortográfico", sou contra. Absolutamente contra. Nem morto de morte matada ou morrida.



Saudades do inferno

O facto de se dizer do «ladrar» dos cães, «o ladrido dos cães», dá uma ressonância latida ao ganir da cãozoada, menos lúgubre do que o uivo, mais soluçado que o rosnado, mais aflitivo em noite escura, lendo sozinho nesta noite sem lua, o livrinho pequeno onde vejo a notável frase: «aquele malvado cão ladrava como se estivesse com saudades do inferno». É no José Gomes Ferreira, «O Enigma da Árvore Enamorada», editada pela Moraes, em 1980.