Em matéria do que se chamou "Acordo Ortográfico", sou contra. Absolutamente contra. Nem morto de morte matada ou morrida.



"Indústria" bancária...

Nada como uma boa terminologia, o politicamente correcto, a nomenclatura a legitimar a ideologia. É por isso que as palavras não são inocentes. Horta Osório, o golden boy do Lloyd's, numa entrevista a que imprensa financeira deu grande relevo, referia-se à actividade bancária como uma "indústria"!
Indústria? Mas acaso produz algum bem, coisa que se materialize, trabalho que se veja, ou é apenas um comércio, o negociar com tempo e, por isso, actividade considerada já pecado pela própria doutrina Católica - pois que o tempo, segundo ela, é algo que só a Deus pertence [vide São Tomás, o aquinense, aqui]?
Mesmo deixando os recônditos - afinal tão volúveis - do que da religião decorre, de facto, "indústria bancária", só mostra a necessidade de esconder pelo termo correcto a consciência da incorrecção.