Em matéria do que se chamou "Acordo Ortográfico", sou contra. Absolutamente contra. Nem morto de morte matada ou morrida.



A mão estendida, orgulhosa!

A língua não é propriedade do Estado, sim património da Nação, porque é a essência anímica da Pátria. É por ela que nos distinguimos de outros povos, é por ela que formamos o nosso modo sentimental de ser. A gramática é sua espinha, a ortografia apenas a sua pele. O Estado não tem o direito de impor o modo de falar, porque a tanto se opõe o foral livre do seu Povo. Por mais amanuenses do verbo, burocratas do dicionário, escribas arvorados em escreventes, ela viverá, uma vida própria, mutante, terra de liberdade e de pujante vitalidade. 
Por tudo isto sou contra o Acordo, recusar-me-ei ao Acordo. Nem que seja o último a escrever com erros de palmatória, estenderei, orgulhoso, a mão!